Não me venha com esse papo de seguro!

Aqui na Guide Life faz parte do nosso trabalho realizar análises a respeito das necessidades de coberturas de seguros pessoais para nossos clientes, bem como analisar as apólices já contratadas por eles em qualquer seguradora.

Acredito que você, leitor, seja você uma pessoa que não possui seguros, um corretor de seguros ou um segurado, já deve ter ouvido por aí muitas histórias, relatos de experiências ruins no momento da indenização, queixas, críticas em relação ao produto seguro de vida em especial.

Uma crítica bem comum vinda daquele cliente mais cético é “quando fulano realmente precisou o banco não pagou”.

A primeira lição que devemos ter em mente para entender o motivo dessa constante descrença a respeito do seguro de vida, sua eficácia e necessidade, é: seguros de pessoas que não funcionam são fruto de uma venda ruim, seja por anseio de fazer negócio rápido pelo vendedor, seja por parte do cliente que não entendeu o que estava comprando.

Pense comigo, imagine que você acabou de comprar um carro zero em uma concessionária de confiança, acabou pagando barato e teve pressa para fechar o negócio e não perder a pechincha.

Acontece que você descobre depois que o carro não é eficiente, ou seja, gasta muito combustível, o ar condicionado é fraco e faz barulho, um probleminha na parte elétrica, ruídos estranhos, etc.

No caso de seguros pessoais o raciocínio é o mesmo, com um agravante, de que os “defeitos”, ou nesse caso os problemas, principalmente em relação às indenizações são descobertos meses, na maioria dos casos, anos depois, e para piorar as surpresas ruins acabam sendo recebidas não por quem contratou o seguro e sim por seus beneficiários. Normalmente, o elo mais frágil financeira e emocionalmente.

Devemos ser bem criteriosos com aquilo que estamos comprando em qualquer circunstância. A diferença é que, ao contrário do seu possante, com um seguro pessoal, não existe recall da sua vida. De fato é um assunto extremamente delicado e exige minucia na contratação a altura desta delicadeza.

Antes de citar aqueles fatos que acredito que podem te ajudar em uma boa contratação de um seguro de vida, gostaria de fazer um pequeno esclarecimento sobre este artigo, não sou contra seguros de pessoas. Pelo contrário, acredito piamente na fantástica função social do seguro e sua incrível capacidade de manutenção do bem-estar coletivo por meio da mitigação dos riscos individuais. Trabalho, analiso, estudo e discuto este o assunto diariamente.

Resolvi salientar neste artigo aquelas que acredito serem as principais armadilhas que podem nos levar a uma péssima experiência, até mesmo certo trauma em relação ao produto e por isso mesmo devemos evitá-las ao máximo. A melhor forma de fazer isso é conhecendo algumas delas:

1 – Desconfie do muito barato

Não existe almoço grátis! Quando estamos falando de seguros não é muito diferente. Desconfie ao máximo de coberturas muito baratas, quando eu digo barata, é barata dado um contexto. Por exemplo, coberturas que pareçam abrangentes em relação ao risco coberto, tais como morte qualquer causa e ao mesmo tempo possuem um prêmio mensal ou anual muito abaixo do praticado pelas seguradoras mais conhecidas.

Na imensa maioria das vezes, estas coberturas vêm acompanhadas de muitas ressalvas: ou um capital segurado mais baixo que a real necessidade do proponente, ou um ajuste atuarial por idade abusivo com o passar dos anos, ou algumas contestações ou eventos não cobertos só identificáveis nas letras miúdas dos contratos.

Aquela cobertura perfeita e baratinha não costuma existir, repito, desconfie!

2 – Não dê uma ajudinha ao seu gerente

Muitos correntistas dos grandes bancos costumam tratar o seguro de vida como um “produto bancário” qualquer.

Não é incomum ver a contratação de uma apólice de vida em troca de um ou outro favor dentro do banco, como uma isenção de taxa, por exemplo.

É comum também você dar aquela força para o seu gerente bater uma meta específica, como forma de recompensa pelos bons serviços prestados de assessoria financeira.

É importante entender algo de forma bem clara, a instituição que seu gerente trabalha muito provavelmente possui milhões de clientes exatamente iguais a você, dando essa ajudinha aqui e ali. Lembremo-nos de um detalhe, seguro de vida é um dos produtos de melhor margem financeira para as grandes instituições.

Pense bem, quem acredita que está coberto por esse tipo de apólice corre o sério risco de, na ocorrência do sinistro, precisar de uma “ajudinha” muito maior que o capital segurado normalmente oferecido nesse tipo de negociação entre gerente e correntista.

3 – Seguros de pessoas devem ser modulares

Ao contratar um seguro de vida, invalidez, responsabilidade civil, etc. pense nele como um terno ou um vestido feito por um alfaiate ou desenhado por uma estilista.

Seguros de pessoas devem ser modulares, customizados, sob medida. Pode parecer redundante, mas afinal de contas, como o próprio nome sugere se tratam de seguros PESSOAIS.

Negue aquelas coberturas que não tenham nada a ver com seu contexto de vida, que não tenham qualquer aderência ao seu atual momento pessoal ou profissional. Pode ser que você não precise de uma cobertura de vida naquele momento, mas precise proteger-se contra o risco de invalidez ou de incapacidade temporária, por exemplo.

Antes de assinar uma proposta, entenda suas reais necessidades, pergunte a si mesmo: “o que ou quem eu gostaria realmente de proteger nesse momento?”. Cada cobertura possui uma função específica e cada pessoa possui necessidades também específicas.

4 – Fuja de coberturas esdrúxulas

Fique distante de coberturas esdrúxulas. Coberturas como morte ou invalidez por acidente aéreo, apesar do apelo emocional e do normalmente elevado capital segurado vis a vis seu baixo prêmio, acabam sendo específicas demais.

Há nesta cobertura um forte apelo comercial, mas perceba que seu índice de sinistralidade é baixíssimo. Basta se questionar quantas pessoas que você conhece que morreram, ou pior, sobreviveram e ficaram inválidas após um acidente aéreo.

Foque nas coberturas cujos riscos cobertos sejam os mais abrangentes e comuns possíveis.

Algumas últimas dicas

Nunca é o bastante lembrar e repetir: entenda o que você está comprando, procure por produtos dotais mistos, evite apólices que possuam um reajuste de prêmio por idade a uma taxa abusiva, leia as condições gerais dos seguros que você contrata.

Além disso, saiba quais são os riscos excluídos e o que pode ser contestado a fim de se evitar litígios e arrependimentos futuros, entenda seus direitos e deveres enquanto segurado, entenda os direitos e deveres da seguradora, conheça o histórico de sinistros da seguradora que você está contratando, saiba se ela está registrada pelo órgão regulador do setor, investigue se outras pessoas passaram por experiências ruins com a empresa que está pensando em se tornar cliente, conheça seu o histórico de seu corretor, saiba se ele está habilitado para o exercício da profissão.

Mas não deixe de considerar a possibilidade de contratar um seguro pessoal, pense em sua família, pense em você e proteja-se bem contra o imponderável.

Se você quer a ajuda de um planejador financeiro para saber qual o melhor Seguro para você, agende uma Orientação Financeira Gratuita, clicando na imagem abaixo!

0 comments on “Não me venha com esse papo de seguro!Add yours →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *