Como proteger seu maior ativo: o Capital Humano?

Este é o segundo artigo de uma série, cujo primeiro capítulo você pode ler aqui, baseada na leitura de uma publicação de 103 páginas. Publicação, esta, cheia de conceitos importantíssimos para nossas vidas financeiras. É tanto conteúdo que rendeu um webinar também.

Bem, como promessa é dívida, aqui vai mais um texto sobre um tema muito importante: a proteção do nosso Capital Humano.

Quando pensamos em proteção, logo de cara, pensamos em formas de evitar que o pior aconteça. Bem, infelizmente, não há proteção contra os danos pessoais e emocionais que um imprevisto possa causar, porém, há proteção contra seus prejuízos financeiros.

Relembrando, brevemente, Capital Humano é o valor presente de nossa renda futura proveniente do trabalho. É claro que, para a grande maioria das pessoas, imprevistos acontecem e, muitos destes, podem impactar a nossa capacidade de geração de renda, seja temporariamente ou permanentemente.

Para a proteção financeira destes eventos, foram criados os seguros, isto todos sabem. O que pouca gente sabe ou, se sabe, não coloca em prática, é que as coberturas de seguros pessoais são importantíssimas no contexto do planejamento financeiro pessoal. No decorrer deste artigo você vai entender o porquê.

Caso queira saber mais detalhes sobre seguros pessoais, assista este webinar.

Protegendo o Capital Humano

No artigo já citado, os autores apontam que muitas pessoas não sabem calcular sua real necessidade de cobertura de seguros e nem, ao menos, sabem quando o seguro de vida é necessário. Muitos imaginam que precisa de seguro quem tem muito dinheiro e quem já é velho, pois a chance de morrer é maior para o segundo e a perda financeira é maior para o primeiro.

Na realidade, o oposto é o correto. Jovens com um grande Capital Humano e baixo Capital Financeiro são os que mais precisam de coberturas de seguros. Se tiverem dependentes, então, esta necessidade é ainda maior.

Mas, por que isso?

A necessidade de contratação de um seguro de vida ou de proteção contra a perda da renda temporária ou permanente (invalidez) é mais alta quanto maior for o potencial financeiro da perda. Ao contrário do que muitos pensam, não é a probabilidade de morte, por exemplo, que indica a necessidade de um seguro de vida, mas sim o tamanho do impacto financeiro por conta do falecimento do segurado.

Como vimos no artigo anterior, jovens possuem um Capital Humano maior, logo, o impacto financeiro para os dependentes da perda prematura de um pai ou mãe de família, jovem e com pouco patrimônio acumulado é grande. Isso se dá pelo fato deste jovem ter um grande potencial de geração de renda futura que irá suprir a grande necessidade de gastos futuros de sua família. O fato de o patrimônio financeiro ser baixo só aumenta a necessidade de seguros, pois, no caso de algum imprevisto, a família não terá recursos para se sustentar no futuro ou manter o padrão e vida atual.

O gráfico abaixo, adaptado do artigo anteriormente citado, deixa este ponto mais claro.

O leitor mais atento notará que o valor do seguro é menor que o valor do Capital Humano. Isto se deve a uma série de parâmetros do modelo apresentado no artigo, tais como tolerância ao risco, correlação entre a renda individual e o mercado de capitais, por exemplo.

Na prática, acredito que com um modelo mais simples é possível chegar à um valor de cobertura adequado à realidade de cada um. Gosto de usar a lógica da despesa familiar, ou seja, definir qual seria o capital financeiro necessário para manter o padrão de vida familiar por meio de aplicações com caracterísitcas de geração de renda.

Outro ponto que pode afetar a necessidade de cobertura de seguros é a intenção de deixar um legado. Pessoas com a intenção de deixar patrimônio financeiro, além daquele construído durante suas vidas, necessitam de coberturas com caráter vitalício e não decrescente, como a apresentada no gráfico acima. Além disso, é preciso definir bem qual o objetivo desta cobertura adicional: cubrir custos sucessórios ou deixar um legado. Isso impacta diretamente no valor da cobertura.

Ainda pensando em pessoas jovens, a contratação de coberuras para a perda de renda em vida também é crucial. Seja esta perda temporária ou permanente. Existem eventos como internações hospitalares ou afastamento do trabalho que impactam diretamente a renda do envolvido e podem deixar a família em maus lençois caso não haja um substituto para a perda da renda.

Outro evento que também impacta o Capital Humano significativamente é o diagnóstico de doenças graves. Por sorte, existem seguros para proteção financeira contra este tipo evento. Já escrevi mais sobre isso em outro artigo.

Também pesa contra a contratação de seguros em idade mais avançada a questão comercial. Contratar seguros após os 60 anos é bastante caro, pois, por conta do risco de mortalidade maior, as seguradoras acabam cobrando mais caro para segurar este indivíduo.

Enfim, a mensagem principal deste artigo é: proteja seu maior ativo enquanto ainda é jovem. Proteja seu Capital Humano. Desta forma, você e sua família poderão viver uma vida plena e você terá a certeza que, pelo menos, financeiramente eles estarão amparados caso algum imprevisto aconteça.

Tenho certeza que, iniciando sua vida financeira com uma cobertura de seguros bem dimensionada e com a disciplina de poupar mensalmente, você terá grande paz de espírito para aproveitar o tempo precioso que temos ao lado daqueles que são importante para nós e curtirmos o que realmente importa na vida.

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