5 Passos para escolher seu Planejador Financeiro

Semana passada, estava no aeroporto às 5:00 da manhã esperando para embarcar para Curitiba, onde tinha uma reunião de trabalho.

Na sala de embarque, resolvi ler as notícias daquela manhã.

Ao meu lado, uma moça muito simpática me disse que admirava pessoas com paciência para ler notícias relacionadas a dinheiro, economia e finanças, pois isso para ela seria algo muito difícil. Ela ainda contou que, por causa dessa “incapacidade”, guarda todo o dinheiro que sobra na poupança, pois assim não precisa parar um minuto sequer para pensar onde colocar suas economias.

Particularmente, não tenho nada contra a poupança, e até acredito ser prudente deixar uma reserva de emergência neste veículo tão conhecido, pois o dinheiro aplicado na poupança é geralmente fácil de acessar caso se necessite dele.

Por outro lado, sabemos que, a depender do perfil da pessoa e dos seus objetivos de vida, é recomendável diversificar suas economias em outras classes de ativos.

Foi aí que perguntei para ela se ja tinha pensado em contratar um profissional na área de planejamento financeiro pessoal para ajudá-la nesta tarefa. Ela se interessou e perguntou como selecionar um bom profissional, já que ela não entende nada de finanças, economia ou mercado financeiro.

Vou dividir com vocês as dicas que passei para ela:

1) Pergunte ao profissional sobre sua experiência na área, assim como de sua empresa.

Não se assuste se o seu Planejador Financeiro for uma pessoa de não mais que 35 anos. Embora jovem, ele pode contar com uma estrutura completa por trás para lhe oferecer os melhores serviços do mercado.

Ponto crítico: Desconfie de profissionais “especialistas em tudo”. Ja ouvi profissionais dizendo coisas do tipo “sou especialista em Bolsa de Valores, Alocação de Recursos, Investimentos Alternativos, Seleção de Produtos Offshore e Atendimento ao Cliente”. Dificilmente o profissional vai conseguir fazer tudo isso de maneira clara e competente. As boas empresas, aquelas que você deve selecionar, divide sua equipe entre atendimento (profissionais que se relacionam com clientes) e técnicos (profissionais que selecionam produtos e estratégias para os clientes), e a parte técnica, se possível, é dividida em várias sub-áreas como Alocação de Recursos, Planejamento Sucessório, etc.

2) Pergunte ao profissional sobre as tarifas e comissões que você paga à sua empresa e a ele.

É normal o profissional cobrar para lhe oferecer uma consultoria em Planejamento Financeiro. O bom profissional falará sobre custos já na primeira reunião, mesmo antes de você pensar em contratá-lo? E isso é bom!!! Imagina você ir a um médico e ninguém te informar sobre o valor da consulta? Estranho, né? Bons profissionais são transparentes e assertivos quando se fala de seus custos e do tipo de serviço que você receberá em troca.

Ponto crítico: A luz amarela deve acender quando o profissional te disser que a consultoria inicial não custa nada. Ja ouviu falar de alguém que trabalha de graça? Eu nunca ouvi!! De alguma maneira ele está ganhando dinheiro, se ele não quiser falar como é, desconfie…

3) Pergunte ao profissional o que está incluído nos serviços de planejamento financeiro.

Neste momento, o que você precisa ouvir é que ele vai te ajudar a construir uma espécie de fluxo de caixa para você e sua família: como estão as receitas e despesas da casa? Sobra algum dinheiro?

Em segundo lugar, ele deve te ajudar a determinar quais proteções e seguros você precisa contratar para não ficar exposto a riscos desnecessários.

Em terceiro lugar, é ideal que ele te ajude a identificar seus valores pessoais e seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.

Além disso, vocês podem conversar sobre otimização tributária (depois da equipe da empresa analisar seu IR) e outros serviços pontuais (tem necessidade de conversar sobre planejamento sucessório, holding familiar, etc).

Como escrevi acima, o Planejamento Financeiro Pessoal e Familiar é um assunto complexo, por isso a necessidade de o profissional que lhe atender possuir em sua empresa uma equipe multi-disciplinar.

Todas as informações acima devem ser consolidadas em um documento personalizado para você e sua família, e este documento vai ser seu guia financeiro pessoal.

O ideal é que o profissional lhe mostre um exemplo do que ele tem feito com seus clientes recentemente (claro que sem mostrar nomes ou quebrar algum acordo de confidencialidade).

Ponto crítico: Desconfie de profissionais que queiram te vender alguma fórmula mágica. Coisas do tipo “Tenho um sistema inovador na bolsa de valores que rende 5% ao mês” ou “invista neste negócio sensacional de marketing multi nível e você vai garantir sua aposentadoria em 5 anos”. Lembre-se: Se a história é muito boa para ser verdade, de um passo para trás e reflita antes de tomar alguma decisão.

4) Pergunte ao profissional sobre encontros e/ou contatos recorrentes.

Uma vez recebido seu Plano Financeiro Pessoal/Familiar, o ideal é saber se há algum trabalho posterior por parte do profissional.

Alguns podem te oferecer alguma ajuda mensal, gratuita ou paga. Outros simplesmente entregam o plano e deixam toda a execução por sua conta.

Na minha opinião, se você tem disciplina, não é necessário ter um acompanhamento mensal. Por outro lado, se você acha que vai ter mais sucesso se tiver um acompanhamento recorrente, opte por profissionais que oferecem este serviço. Além disso, pergunte sobre eventuais cursos e palestras que a empresa oferece.

Ponto crítico:  Faça muitas perguntas sobre este ponto. É importante ter claro (de preferência, escrito em contrato) como serão os contatos posteriores. Não compre gato por lebre, para não se arrepender no futuro.

5) Pergunte sobre a Renovação Periódica.

Depois de analisar os 4 pontos acima e ter recebido respostas adequadas em todos eles, está na hora de fechar o negócio.

Mas antes, só um último ponto.

Sabemos que os planos mudam, os perfis mudam e a vida muda. Portanto, não adianta eu ter hoje um Plano Financeiro que foi escrito 20 anos atrás. Imagina o que você estava fazendo ha 20 anos e você vai concordar comigo como o mundo está diferente, e sua vida também.

Por isso, é importante ter claro como serão as renovações do seu plano. Semestral? Anual? Isso é importante para você e sua família saberem que o plano financeiro será ajustado de acordo com as mudanças da vida.

Ponto crítico: Desconfie do “vamos ver”: Se o profissional te disser que a renovação do plano depende da oscilação de mercado, da volatilidade da bolsa e da performance dos fundos, não o contrate!! Pois estes fatores não estão sob controle dele, nem de ninguém. Você tem direito a uma resposta clara para esta pergunta, pois precisa se ajustar de acordo com as variáveis que você controla, que são sua capacidade de poupança, as proteções que você e sua família precisam contratar, receitas e despesas mensais, etc…

Não tenha medo de procurar seu Planejador Financeiro utilizando nosso guia. Lembre-se: desconfie do excesso de financês/economês e das promessas miraculosas.

Quer agendar uma Orientação Financeira Gratuita com nossos Consultores?

Solicite uma Orientação financeira gratuita clicando abaixo:

 

0 comments on “5 Passos para escolher seu Planejador FinanceiroAdd yours →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *