Planejamento Financeiro

Era uma “casa financeira” muito engraçada!

Imagine entrar numa casa completamente maluca: na cozinha tem uma cama beliche onde duas pessoas dormem enquanto outra prepara o jantar. Na sala, enquanto parte da família assiste TV, um filho toma banho num chuveiro improvisado. Já no banheiro, enquanto uma filha escova os dentes, o pai armazena a compra do mês. Por fim, na suíte do casal, a máquina de lavar roupas funciona a todo vapor enquanto a esposa estende o lençol para dormir depois de um dia de trabalho cansativo.

Estranho?

Acho que todos que leram o texto acima vão concordar que esta cena é, no mínimo, bizarra, simplesmente porque estamos acostumados com uma configuração doméstica bem mais tradicional, onde as pessoas somente preparam alimentos na cozinha, utilizam o quarto para dormir, tomam banho no banheiro, e assim por diante.

Por outro lado, vejo muitas pessoas com suas finanças e seus investimentos completamente “bizarros”, assim como na casa do exemplo acima. 

Recentemente, conversei com um aluno de nossa palestra sobre suas finanças, e a primeira informação que ele passou é que seu sistema para acompanhar receitas e despesas “ficava no seu cérebro”. Ele me contou também que possuía conta-corrente em 4 bancos diferentes. As despesas cadastradas em débito automático eram debitadas destes 4 bancos, sem nenhum motivo aparente para tal. Além disso, possuía investimentos em mais de 20 ativos diferentes, desde aqueles mais conservadores como a tradicional caderneta de poupança, até produtos muito sofisticados como derivativos agrícolas (sobre este último, ele comentou: “não sei por que motivo comprei, mas meus amigos falavam que valia a pena e resolvi entrar nessa também…”).

Para finalizar, não tinha a menor ideia sobre suas apólices de seguro de vida e demais proteções para sua família (“eu sei que tenho, mas não sei qual o valor nem em qual instituição eu contratei”, foi o comentário dele).

Como podem observar, o planejamento financeiro desta pessoa é muito similar ao exemplo da casa que vimos acima. Ele ficou muito surpreso quando expliquei que, antes de mais nada, era importante colocar suas receitas e despesas no papel (ou numa planilha, aplicativo, etc). 

Em seguida, seria importante quantificar sua necessidade de seguros e proteções e, a partir daí, definir se suas apólices atuais são relevantes ou não. O terceiro passo seria analisar quais seriam suas necessidades de reserva de emergência, e alocar esta reserva em algum veículo de fácil acesso, como por exemplo a caderneta de poupança. Depois, analisar a real necessidade de ter conta-corrente em 4 bancos diferentes (depois ficou constatado que somente um banco seria necessário). Por fim, definiríamos todos os objetivos dele, para somente depois ver quais os melhores investimentos. 

Como podem observar, antes de querer complicar sua vida financeira e adquirir vários produtos recomendados pelos mais diversos gurus, comece pelo básico. Assim, sua “residência financeira” vai refletir sua realidade e, acima de tudo, conspirar para seu sucesso financeiro e o de sua família.

E como está seu planejamento financeiro? Está conseguindo dormir tranquilo, ou tem uma “máquina de lavar” ao lado da sua cama tirando seu sono?

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