Comprar ou alugar um imóvel: o que é melhor?  

 

Algumas perguntas feitas por nossos clientes não podem ser respondidas apenas pela ótica financeira. Esta, em minha opinião, é a principal delas. A decisão de comprar ou alugar sua residência envolve uma série de variáveis. Reduzir este tema apenas à esfera financeira é muito leviano. Você poderá deixar de lado coisas que, talvez, sejam muito mais importantes para você e sua família.

Apenas para deixar claro, neste post vou falar sobre a tomada de decisão consciente entre comprar ou alugar um imóvel dentro de suas possibilidades. Veja bem, acredito que em nenhum caso é prudente você assumir uma dívida que não possa pagar apenas para realizar um sonho que, neste caso, pode virar um pesadelo. Este é, sem dúvidas, o pior cenário.

Se você está pensando em comprar ou alugar um imóvel muito acima de sua capacidade financeira, controle o impulso, pare e reflita. É o melhor que pode fazer neste momento.

Se você está em dúvida sobre comprar ou alugar um imóvel compatível com sua renda, me acompanhe neste post.

Em primeiro lugar, mesmo que você decida ser extremamente racional, decidir olhando apenas para o lado financeiro, pode não ser tão fácil assim.

Apesar de lidarmos diariamente com dinheiro (ou justamente por isso), acreditamos que a ótica financeira não é o principal fator na maioria de nossas decisões importantes. A vida é mais que isso. O dinheiro é apenas o combustível para que chegue aonde quer chegar.

Com isto em mente, vamos nos concentrar agora apenas no aspecto financeiro da equação. Imagine que você quer saber se é melhor comprar ou alugar seu imóvel com base nas aplicações disponíveis no momento. O primeiro passo da maioria dos investidores é comparar o valor do imóvel e o aluguel que se pagaria por imóvel similar com o rendimento que o mesmo capital teria numa aplicação de baixo risco como, por exemplo, um fundo DI.

Vejamos dois exemplos: um apartamento de alto padrão no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, com preço de venda de R$ 2.300.000,00 é alugado por R$ 9.000,00, ou seja, um custo mensal de 0,40%; uma casa de luxo no Lago Sul, bairro mais nobre de Brasília, que custe algo em torno de R$ 3.500.000,00 será alugada por cerca de R$ 15.000,00, ou seja, 0,43% do valor do imóvel. Comparando estes valores com o CDI atual médio de 1,05% ao mês, a decisão parece ser fácil: alugar à taxa menor e investir seu capital à taxa maior.

No curto prazo, a resposta está correta. Porém a taxa de juros vem caindo e não sabemos até quando esta diferença continuará a favor de quem aluga. Outro ponto é que os imóveis são sensíveis à taxa de juros, quando elas caem os imóveis sobem, quando elas sobem, o preço dos imóveis cai. Porém, nem sempre tão rápido.

Como falei antes, mesmo você querendo ser racional, as incertezas financeiras são tantas que você só saberá o que foi mais acertado financeiramente no futuro e isso não será de grande valor já que você precisa tomar a decisão hoje, no presente.

Considere ainda estas questões:

  • Quanto valorizará o imóvel?
  • Onde investirá o capital caso decida viver de aluguel?
  • O investimento escolhido, no longo prazo, renderá mais que a valorização do imóvel?
  • Você terá a disciplina de manter este capital efetivamente aplicado ou cairá na tentação e gastará este capital em outras coisas menos importantes?
  • Caso decida comprar, você incluirá os custos de manutenção e atualização do imóvel nas contas do seu ganho real?
  • Você imobilizará todos seus recursos na casa própria?
  • Como ficará em caso de alguma emergência?
  • Utilizará financiamento para compra?

Incertezas e mais incertezas. Esta é a tônica das grandes decisões. E olha que nem falamos dos aspectos psicológicos, ficamos apenas no lado financeiro. A principal mensagem é que você deve decidir qual régua utilizará para avaliar esta decisão sob a ótica financeira: curto prazo ou longo prazo. Em qualquer um dos casos, a resposta você só terá no futuro. Difícil não é mesmo?

Justamente por isso, volto ao meu argumento inicial: há aspectos mais importantes que o lado financeiro. Quando você decide comprar sua casa própria, você está comprando um lar, um local para criar raízes, ver sua família crescer, organizar sua vida e sua rotina em torno daquele local. Estes pontos, em minha opinião, devem ter um peso maior em sua decisão do que os fatores financeiros.

Se estes últimos fatores mais subjetivos fazem mais sentido para você, provavelmente, a compra da casa própria seja a resposta certa, já que você não deve querer lidar com contratos de aluguel acabando, reajustes ou vendas inesperadas.

Agora, se você ainda não está pronto para fincar raízes, se prender a um lugar, é bem provável, que aproveitar os alugueis baixos em relação ao preço dos imóveis seja uma boa oportunidade, já que, além disso, caso deseje se mudar, basta encerar o contrato e não passar pelo longo e penoso processo de venda de um imóvel.

Quando for tomar esta decisão, reúna a família, converse com sua esposa ou marido, pense com calma e reflitam sobre seu momento. Façam as contas para saber se o imóvel cabe ou não em seu orçamento doméstico. Deixem a comparação com outros instrumentos financeiros de lado. Esta comparação terá uma resposta diferente a cada instante, já uma decisão tendo como base seu contexto de vida tende a ser mais constante.

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