Como sair da poupança sem se arriscar

Você se considera um investidor conservador? Saiba que você não está sozinho, de acordo com uma pesquisa de 2015 divulgada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) a poupança ainda é a preferida dos brasileiros quanto aos investimentos. A velha caderneta possui uma participação no varejo de produtos financeiros de 64,7%, o que representa nada menos R$ 603,6 bilhões.

Em resumo, somos um povo nitidamente conservador e, mais do que isso, temos uma preferência massiva por produtos de renda fixa, pois logo atrás da poupança, de acordo com mesmo levantamento, os outros investimentos favoritos dos brasileiros são os fundos de renda fixa, títulos do tesouro direto seguidos pelas LCAs e LCIs.

Se você se sente confortável apenas investindo em renda fixa, mas, no entanto, tem dificuldades de conhecer as nuances desse mercado e saber em quais ativos investir para não se assustar com alguma de suas aplicações nesse segmento, este post foi feito para você. Sim, você pode continuar tendo a poupança como seu investimento preferido, isso não atrapalha em nada a sua buscar por alternativas dentro do universo de renda fixa e consequente aumento de sua diversificação.

O Brasil continua sendo o cenário ideal para o investidor exclusivo em renda fixa, pois, apesar do recente prognóstico de queda da taxa básica de juros, nosso país ainda combina um cenário peculiar: juros elevados, liquidez diária e baixo risco em muitos ativos de renda fixa disponíveis. Dificilmente essas três condições ocorrem ao mesmo tempo em outro país do mundo, portanto, não deixe de aproveitar essas condições.

Para você começar a entender sobre o assunto é bom entender do que se tratam investimentos em renda fixa e assim se sentir mais confiante para deixar a poupança.

Ativos de renda fixa são todas as aplicações em que as condições de rentabilidade são definidas já no momento da aquisição dos títulos. São caracterizados em geral pelo menor risco, mas não se engane, há várias maneiras de incorrer em riscos elevados e até mesmo prejuízos em investimentos de renda fixa (mas isso será assunto de outro post).

Esses ativos são normalmente emitidos por bancos, governos e empresas para se capitalizar, financiarem seus projetos ou negócios. Os recursos captados por sua vez são emprestados pelos compradores dos títulos.

Existem algumas vantagens na diversificação de investimentos em ativos de renda fixa além da poupança: baixo risco, maior previsibilidade do que investimentos em renda variável, rentabilidade superior à poupança, opções isentas de IR e simples compreensão.

Agora vale a pena conhecer aqueles produtos que nós consideramos ideais para você que tem interesse em desconcentrar um pouco da caderneta de poupança, porém pretende manter liquidez e, principalmente, a segurança.

Títulos Públicos: atenção especial para o Tesouro Selic (antiga LFT). Esta é uma opção de investimento com rentabilidade pós-fixada. Dentre os títulos disponíveis para investimento no Tesouro Direto, o Tesouro Selic (LFT) é aquele de comportamento mais estável, sem oscilações relevantes. A rentabilidade da LFT sempre anda lado a lado com a taxa de juros praticada no período. No decorrer do seu investimento, não é possível perder dinheiro com o Tesouro Selic, salvo duas hipóteses bem específicas: pequena diferença entre os preços de compra e venda dos títulos no curto prazo e comprar e vender em momentos de alteração da taxa de juros básica.

Para você que está acabando de sair da poupança recomendamos que compre este título pelo prazo mínimo de seis meses para não haver chances alguma de você tomar algum susto.

CDB: são títulos de crédito emitidos por instituições bancárias que possuem, em sua maioria, rentabilidade contratada pós-fixada atrelada ao CDI. É uma boa opção para os investidores mais conservadores, pois além do baixo risco você pode encontrar muitos títulos que não exigem carência para resgate, mantendo a liquidez. Além disso, são títulos cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000,00 investidos por instituição, fator que dá muito mais confiança ao investidor pessoa física, pois limita até determinado valor o possível risco de crédito.

LCI/LCA: também são títulos de crédito lastreados em financiamentos imobiliários ou direitos creditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais. Suas grandes vantagens para os investidores pessoa física conservador são a atrativa rentabilidade, a isenção do impostos de renda e a mesma garantia dada pelo FGC dada aos CDBs. Para mais detalhes não deixe de conferir nosso ebook sobre esse assunto.

Fundos DI: são fundos de investimento que investem grande parte de seu patrimônio em Títulos Públicos. Possuem a vantagem de incorrer em baixas taxas de administração em relação aos demais fundos de investimento, oferecem uma rentabilidade mais atrativa que a poupança, baixo capital mínimo necessário para entrada e baixo risco. Sugiro também a leitura do nosso ebook sobre fundos de Renda Fixa para entender mais sobre os fundos DI.

É sempre bom lembrar, que na teoria a própria poupança oferece riscos. Assim como um investimento em CDB, LCI/LCA a caderneta de poupança possui o mesmo limite garantido pelo FGC. Estar diversificado em investimentos de renda fixa significa mitigar seus riscos, aumentar a previsibilidade de seus investimentos e potencializar a rentabilidade de sua carteira.

Quer saber como organizar todos estes investimentos? Faça o download do e-book “Como fazer um Planejamento Financeiro em 5 passos” clicando abaixo:

0 comments on “Como sair da poupança sem se arriscarAdd yours →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *