4 tipos de risco que você precisa conhecer antes de investir

Você já deve ter ouvido por aí aquele velho ditado: “o seguro morreu de velho”, pois bem, se trata de um dizer bem comum que tem como principal mensagem a vantagem de se prevenir, antever os problemas que vão surgir diante dos imponderáveis riscos.

Quando se trata de se prevenir sobre riscos em relação aos seus investimentos, a mensagem do ditado também tem serventia. Para se prevenir no mundo financeiro, a principal estratégia consiste em saber onde se está pisando antes de aplicar seu dinheiro.

Em outras palavras, ter conhecimento dos riscos que você pode correr quando aplica seu dinheiro é de suma importância para que se sinta seguro de suas escolhas.

Este post tem o objetivo de apresentar alguns dos riscos mais comuns em investimentos, de modo que ao final dessa leitura desejamos que você se sinta seguro e que seu patrimônio tenha uma vida longa e próspera, como prevê o velho ditado. Discutiremos agora alguns desses riscos:

1 – Risco de inflação

Nós enumeramos o risco de inflação como primeiro risco que você deve estar atento, pois, mais importante do que vencer qualquer benchmark, seja ele o CDI ou IBOV, você deve estar preocupado em saber principalmente se sua aplicação não perdeu poder de compra com passar dos anos.

Caso você resgate seu dinheiro ao final de um determinado período e perceba que você perdeu para a inflação em suas aplicações, todo o esforço terá sido em vão. Não importando quanto sua aplicação rendeu em termos absolutos ou relativos a um índice qualquer.

Se você almeja investir, principalmente no longo prazo, estar protegido da inflação é crucial para seu sucesso, neste caso títulos corrigidos pela inflação podem ser uma alternativa na tentativa de mitigar esse risco.

2 – Risco de crédito

Há uma verdade que devemos entender no mundo financeiro: quando aplicamos alguma quantia, na esmagadora maioria dos casos, estamos emprestando esse dinheiro a alguém. Seja esse alguém um banco, uma empresa, ou até mesmo o Governo.

E sempre neste ato de emprestar seu dinheiro, você está inerentemente incorrendo no risco de não receber de volta a quantia emprestada. Sofrer um calote, melhor dizendo. Claro que você corre esse risco em maior ou menor probabilidade a depender da qualidade do seu tomador. A esse risco de calote, damos o nome de risco de crédito.

É um tipo de risco que você deve estar extremamente atento, pois é considerado um risco silencioso no mundo dos investimentos. Ativos que apresentam uma rentabilidade histórica bem comportada, podem do dia para noite sofrer algum evento de calote e nos dar um baita prejuízo, ou ao menos um grande susto.

Para saber como se proteger deste risco, leia o  White-Paper:
4 Pontos para saber antes de investir em um fundo de Crédito Privado

3 – Risco de liquidez

Existe um jargão no mercado financeiro que diz o seguinte: “Cuidado para não morrer com o mico na mão”, em alusão ao jogo do mico, comum entre as crianças.

Este jargão sintetiza a pior consequência possível quando estamos expostos ao risco de liquidez. Isto é, somos obrigados a ficar no nosso portfólio com um ativo que ninguém quer e o qual não conseguimos se desfazer sem incorrer em algum prejuízo.

Resumindo o risco de liquidez se comporta de duas formas:

– a primeira, mais grave, quando um ativo é totalmente ilíquido e não conseguimos vendê-lo, não importando o preço. Não há demanda interessada em comprá-lo. Isso acontece normalmente com ativos que são considerados “podres” pelos participantes dos mercados;

– a segunda, um pouco menos grave, mas não menos indesejada, ocorre quando o ativo possui uma liquidez muito baixa. Devido alguma desconfiança sua demanda é muito pequena, o que dá poder de compra ao interessado no ativo em questão com baixa liquidez. Isso pode obrigá-lo a realizar a venda deste ativo a um preço de mercado indesejado, podendo este preço estar bem abaixo daquele preço original pelo qual você pagou pelo ativo.

4 – Risco de mercado

O último risco que resolvemos apresentar neste post, talvez seja aquele de caráter mais imponderável. Ele se apresenta por meio de uma maior variação nos preços dos ativos negociados no mercado.

Muito comum em ações, opções e derivativos em geral, mas também presente nos títulos de renda fixa, o risco de mercado está correlacionado principalmente a mudanças nas expectativas. Isto pode fazer com que os investidores em geral fiquem mais pessimistas ou otimistas, e assim busquem comprar ou vender determinado ativo, influenciando a oferta e a demanda dos mercados e consequentemente seus preços.

Alguns exemplos de fatores que podem fomentar os riscos de mercado são: queda ou aumento dos juros, variações cambiais, medidas de regulatórias, falências de empresas, instabilidades políticas, e até mesmo as guerras e atentados terroristas. Praticamente qualquer evento de grande relevância pode impactar o preço dos ativos pelo mundo.

Concluo este post com algumas dicas: é importantíssimo não ficar só em busca das melhores rentabilidades, elas podem nos cegar diante dos verdadeiros riscos dos investimentos.

Conheça sua tolerância e sua capacidade de correr risco. Pense na sua segurança financeira antes de tudo. Sempre diversifique seus investimentos, dessa maneira você minimizará os riscos.

Uma última dica importante é ler as condições gerais e os fatores de riscos que todo produto financeiro é obrigado a fornecer no momento de sua contratação. Seja criterioso, se atente às letras miúdas, você pode encontrar surpresas por lá. Afinal de contas, o seguro morreu de velho não é mesmo?

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