Os Melhores Investimentos de 2017

Está aberta a temporada dos palpites! Alguns falam em tom premonitório, outros com uma certeza tão absoluta sobre o futuro que parece mais estarem falando do passado. E olha que estamos no Brasil, país no qual, como bem definiu o ex-ministro Pedro Malan, “até o passado é imprevisível”.

Já se fala que o cenário aponta para uma clara e acelerada redução da taxa de juros durante 2017. A última reunião do Copom parece confirmar esta ideia, já que, após dois cortes de 0,25%, o Copom surpreendeu o mercado ao cortar a taxa em 0,75% e reduzi-la para 13% ao ano.

Este cenário de queda nas taxas de juros e queda na inflação é, normalmente, muito positivo para ativos de riscos como ações e fundos imobiliários e para ativos de renda fixa prefixados ou atrelados à inflação, como os títulos do Tesouro do tipo LTN, NTN-B ou NTN-B principal.

As chances destas previsões estarem corretas são grandes, porém, estão longe de serem garantidas, de serem uma verdade absoluta. Diversos fatores podem afetar o resultado de destes investimentos ao longo do ano: o avanço da Operação Lava-Jato e a volta da instabilidade política, o aumento das taxas de juros americanas, algum choque referente à Zona do Euro ou à China ou, até mesmo, algo impensável e que não está no radar de ninguém. Todos os cenários são possíveis, alguns com maior, outros com menor probabilidade de ocorrência.

A pergunta a ser respondida, então, é: Quais os piores investimentos de 2017?

  1. Aquele não adequado ao seu perfil de investidor – não entre na onda de amigos ou da mídia e se exponha à riscos elevados apenas por medo de perder uma “grande oportunidade”. Se você não conseguir dormir à noite por conta da oscilação de seus investimentos, algo está errado. Não se preocupe, 13% ao ano em aplicações de baixo risco, ainda está entre as maiores taxas do mundo.
  2. Aquele sobre o qual você não entende nada – muito parecido com o anterior com o agravante de que você pode estar comprando algo sem saber a hora ou como sair da aplicação. Em momentos de euforia de mercado as pessoas tendem a se aventurar mais. Tome cuidado com alternativas exóticas ou muito milagrosas. Estude antes de investir.
  3. Aquele não adequado ao seu momento de vida – a bolsa pode subir bastante este ano, pode. Porém, pode cair também. Se você já destinou seu dinheiro algum objetivo de curto prazo, não utilize este recurso em investimentos de risco. Por exemplo: você precisa pagar uma parcela intermediária de seu apartamento no fim do ano, não é nem um pouco aconselhável investir este capital na bolsa.
  4. Pular de galho em galho – este não é bem um investimento, mas uma estratégia muito falha. Com euforia nos mercados, as pessoas tendem a pular para os investimentos que mais renderam no passado. É grande a chance de você entrar sempre no momento errado ou, como se fala no mercado, sair na foto com esta estratégia.

Em resumo, as perspectivas para investimentos em 2017 são boas, porém diversos fatores podem mudar esta trajetória, sejam eles referentes ao nosso país, ao exterior ou, até mesmo, referentes ao seu momento de vida ou sua relação com seus investimentos. Por isso, os melhores investimentos de 2017 (e todos os anos daqui em diante) me parecem ser: um bom planejamento financeiro, uma boa definição de seus objetivos, educação financeira e muita disciplina.

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