O que fazer com o seu 13º salário?

Com a chegada do fim do ano muitos assalariados recebem algum tipo de renda adicional:

  • décimo terceiro salário;
  • participação nos lucros e resultados;
  • dissídio coletivo;
  • gratificações, etc.

Enfim, existem diversas maneiras as quais as empresas encontram para gratificar um trabalhador pelo bom ano de serviços prestados.

Se você é um destes trabalhadores que receberam uma gratificação neste final de 2016, meus parabéns!

Agora, restam algumas dúvidas recorrentes que muitos de vocês investidores passam a ter depois de recebidas as gratificações, afinal o que fazer com esse dinheiro extra?

Qual seria uma destinação segura e ao mesmo tempo atrativa em termos de rentabilidade?

Posso realizar uma aplicação e ter liquidez para sacar essa renda extra para ser utilizada posteriormente em três ou seis meses?

São tantas as questões que vale a pena nos aprofundarmos um pouco mais entendendo algumas soluções financeiras simples para destinar sua renda extra anual.

O objetivo deste Post é esclarecer você investidor sobre uma parte muito importante de um Planejamento Financeiro, a formação de sua Reserva de Emergência.

O que é e reserva de emergência?

No momento de recebimento de sua renda extra anual, primeiramente verifique se suas dívidas e outras obrigações financeiras estão quitadas, antes de iniciar a poupança o ideal é estar em dia com seus outros compromissos.

Realizado este primeiro passo, sinta-se livre para iniciar uma poupança. Como poupar pelo simples ato de poupar não é o mais recomendado em um escopo de planejamento financeiro orientado por objetivos.

Busque sempre algum sentido, uma função, ou em outras palavras, um objetivo final para aquela quantia que está sendo guardada.

Mas a pergunta persiste: para qual objetivo posso destinar minha renda extra anual?

Utilize sua renda extra anual com o objetivo de iniciar uma reserva de emergência.

Por mais organizado que você investidor possa ser, no planejamento da sua vida financeira, é muito importante estar sempre preparado para aquilo que classificamos como emergências financeiras, situações inesperadas que somos levados a incorrer em determinados gastos não planejados.

Devemos estar preparados para grandes problemas como uma possível perda de renda, advinda da perda de um emprego, problemas de saúde na família até problemas considerados menores como uma falha mecânica do seu carro, manutenção emergencial da casa, enfim, são diversos os motivos que nos levam a despender de uma quantia considerável de recursos quando menos se espera.

A principal característica dessas despesas é justamente a urgência: você precisa do dinheiro rápido e não há muito como adiar.

Para estar seguro em uma situação como essa é crucial constituição de uma reserva de emergência. Caso contrário, você pode ser levado a vender algum bem que não desejava e se desfazer deste mesmo bem a um preço abaixo daquele preço considerado justo por você ou até mesmo recorrer a um financiamento, que dependendo das condições de crédito pode sair bem mais caro do que o esperado.

Como montar uma Reserva de Emergência?

Antes de tudo, não se apavore com as possíveis consequências que poderão ocorrer caso você não tenha ainda uma reserva de emergência formada.

Com planejamento e auxílio do seu planejador financeiro você poderá encontrar a melhor solução para destinar seu dinheiro a finalidades emergenciais, respeitando os três principais atributos necessários de uma reserva de emergência citados na introdução deste artigo, a saber: utilidade, rentabilidade e liquidez.

Elencamos alguns passos para montagem da reserva de emergência ideal:

Passo 1: Registre seu fluxo de caixa de forma a gerenciar seu orçamento

Faça um controle bem apurado, aconselhamos no mínimo três meses, de todas suas despesas pessoais e/ou familiares.

Repita o mesmo processo com suas receitas liquidas (já descontados Imposto de Renda, deduções, contribuições e etc.).

Se precisar de ajuda neste primeiro passo, não hesite em contatar seu planejador financeiro, ele com certeza lhe indicará as melhores planilhas, sites e aplicativos para gerenciamento do seu orçamento, seja ele diário, semanal ou mensal.

Passo 2: Separe aquilo considerado importante daquilo que considera irrelevante

Aqui reside a essência do atributo utilidade, para que uma reserva seja útil no momento em que ela se faz necessária ela obrigatoriamente deve cobrir aquelas despesas consideradas importantes.

Após o gerenciamento do seu orçamento, você terá uma nova visão da sua situação financeira familiar.

Com ajuda da seu planejador façam uma análise profunda, identificando os itens mais importantes do seu orçamento que não poderão ser cortados em situações de emergência e simultaneamente elimine aqueles itens os quais você considera irrelevantes em uma situação emergencial mais crítica, isso será fundamental pra ter um ponto de partida do dimensionamento da sua reserva financeira necessária para as despesas básicas em um evento de ausência de rendas estáveis  e consequentemente o quanto você deve destinar a formação dessa reserva, o que nos leva ao nosso próximo passo.

Como montar uma reserva de emergência?

Passo 3: Defina um valor a ser poupado periodicamente

Dimensionada sua necessidade de cobertura no passo anterior você poderá ter noção de quanto deve ser o tamanho de uma reserva de emergência considerada segura.

Caso o valor recebido como gratificação no seu final de ano não seja o suficiente pra compor uma reserva de emergência ideal, você deve definir um valor fixo mensal a ser poupado ou um percentual da renda familiar para começar a aplicar naquele investimento financeiro que você classifica recursos como reserva de emergência.

Ainda que este valor poupado mensalmente seja pequeno, é importante realizar este passo para que o hábito de investimento seja estabelecido.

Passo 4: Escolha investimentos aderentes ao seu perfil de risco e que possuam uma rentabilidade atrativa

Rentabilidade foi um dos atributos importantes elencados para uma reserva de emergência ideal, afinal, se é um recurso que vai ficar parado, ainda mais um recurso que não se sabe ao certo se será utilizado ou não, que ao menos este fique parado gerando uma rentabilidade atrativa com baixíssimo risco.

Isso é perfeitamente possível, para decidir qual será o destino dado ao dinheiro poupado é muito importante se levar em consideração o seu perfil enquanto investidor (conservador, moderado ou agressivo), bem como o valor de aplicação mínima aceito pelo ativo a ser aplicado, como também é fundamental a sua experiência como investidor.

Deve-se também observar as questões tributárias (impostos e incentivos) e custos administrativos de cada produto, que precisam também ser compreendidos. Percebemos que maioria dos investidores tem perfil conservador e que a reserva de emergência precisa de baixo risco e principalmente liquidez, um dos principais atributos elencados para uma boa reserva de emergência.

Algumas opções que combinam rentabilidade, segurança e liquidez são: títulos públicos como Tesouro Selic, títulos privados como CDBs, LCA/LCI com liquidez diária.

Considerações finais

O segredo para formar a melhor reserva de emergência possível e, consequentemente, fortalecer o hábito de investir está intimamente ligado à dois fatores importantes que, caso você não possua, precisará desenvolver:

  • disciplina para manter a regularidade dos aportes e
  • resiliência para não prejudicar seu hábito de acumulação diante do imponderável.

Com o passar do tempo e à medida que você for aprendendo mais e investindo com mais frequência, com auxílio do seu planejador financeiro, você poderá aplicar em investimentos financeiros mais avançados e rentáveis, otimizando desta forma não só a construção de seu fundo de reserva, como também criando estratégias seguras para acelerar o crescimento dos seus recursos.

Por enquanto, o importante é começar e valorizar sua própria educação financeira. Então, mãos à obra!

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